segunda-feira, 17 de junho de 2013
segunda-feira, 10 de junho de 2013
segunda-feira, 3 de junho de 2013
sexta-feira, 24 de maio de 2013
segunda-feira, 13 de maio de 2013
segunda-feira, 18 de março de 2013
domingo, 17 de fevereiro de 2013
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
O legado da crise atual: rever e reinventar conceitos
03/02/2013
Nutro a convicção, partilhada por outros analistas, de que a crise sistêmica atual nos deixará como legado e desafio a urgência de repensar a nossa relação para com a Terra, para com os modos de produção e consumo, reinventar uma forma de governança global e uma convivência que inclua a todos na única e mesma Casa Comum. Para isso é forçoso rever conceitos-chaves, que como bússola nos possam apontar um novo norte. Boa parte da crise atual se deriva de premissas falsas.
O primeiro conceito a rever é o de desenvolvimento. Na prática ele se identifica com o crescimento material, expresso pelo PIB. Sua dinâmica é ser o maior possível, o que implica exploração desapiedada da natureza e a geração de grandes desigualdades nacionais e mundiais. Importa abandonar esta compreensão quantitativa e assumir a qualitativa, esta sim como desenvolvimento, bem definido por Amartya Sen (prêmio Nobel) como “o processo de expansão das liberdades substantivas”, vale dizer, a ampliação das oportunidades de modelar a própria vida e dar-lhe um sentido que valha a pena. O crescimento é imprescindível pois é da lógica de todo ser vivo, mas só é bom a partir das interdependências das redes da vida que garantem a biodiversidade. Em vez de crescimento/desenvolvimento deveríamos pensar numa redistribuição do que já foi acumulado pela humanidade.
O segundo é o manipulado conceito de sustentabilidade que, no sistema vigente, é inalcançável. Em seu lugar deveríamos introduzir a temática, já aprovada pela ONU, dos direitos da Terra e da natureza. Se os respeitássemos, teríamos garantida a sustentabilidade, fruto da nossa conformação à lógica da vida.
O terceiro é o de meio-ambiente. Este não existe. O que existe é o ambiente inteiro, no qual todos os seres convivem e se interconectam. Em vez de meio ambiente faríamos melhor usar a expressão da Carta da Terra: comunidade de vida. Todos os seres vivos possuem o mesmo código genético de base, por isso todos são parentes entre si: uma real comunidade vital. Este olhar nos levaria a ter respeito por cada ser, pois tem valor em si mesmo para além do uso humano.
O quarto conceito é o de Terra. Importa superar a visão pobre da modernidade que a vê apenas como realidade extensa e sem inteligência. A ciência contemporânea mostrou e isso já foi incorporado até nos manuais de ecologia, que a Terra não só tem vida sobre ela, mas é viva: um superorganismo, Gaia, que articula o físico, o químico e as energias terrenas e cósmicas para sempre produzir e reproduzir vida. Em 22 de abril de 2010 a ONU aprovou a denominação de Mãe Terra. Este novo olhar, nos levaria a redefinir nossa relação para com ela, não mais de exploração mas de uso racional e respeitoso. Nossa mãe a gente não vende nem compra; respeita e ama. O mesmo vale para com a Mãe Terra.
O quinto conceito é o de ser humano. Este foi na modernidade pensado como desligado, fora e acima da natureza, fazendo-o “mestre e senhor”dela (Descartes). Hoje o ser humano está se inserindo na natureza, no Universo e como aquela porção da Terra que sente, pensa, ama e venera. Essa perspectiva nos leva a assumir a responsabilidade pelo destino da Mãe Terra e de seus filhos e filhas, sentindo-nos cuidadores e guardiães desse belo, pequeno e ameaçado Planeta.
O sexto conceito é o de espiritualidade. Esta foi acantonada nas religiões quando é a dimensão do profundo humano universal. Espiritualidade surge quando a consciência se apercebe como parte do Todo e intui cada ser e o inteiro Universo sustentados e penetrados por uma força poderosa e amorosa: aquele Abismo de energia, gerador de todo o ser. É possível captar o elo misterioso que liga e re-liga todas as coisas, constituindo um cosmos e não um caos. A espiritualidade nos confere sentimento de veneração pela grandeur do universo e nos enche de autoestima por podermos admirar, gozar e celebrar todas as coisas.
Temos que mudar muito ainda para que tudo isso se torne um dado da consciência coletiva! Mas é o que deve ser. E o que deve ser tem força de realização.
Leonardo Boff é autor de Opção-Terra:a solução para a Terra não cai do céu, Record 2010.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
The Economist - Global greenhouse-gas emissions and current trends
Global greenhouse-gas emissions and current trends
AS TENS of thousands of politicians, diplomats, NGO-workers and journalists descend on Doha for the two-week feeding frenzy known as the UN’s annual climate-change summit, the latest report from the UN Environment Programme (UNEP) shows that matters climatic are going from bad to worse. Greenhouse-gas emissions are now about 50 gigatonnes of carbon equivalent (GtCO2e). That is 20% higher than they were in 2000 and, worryingly, 11% higher than where emissions need to be in 2020 in order to ensure global temperatures do not rise by more than 2 degrees Celsius (see light red range in chart). If emissions go on rising at their current rate, they will reach 58 GtCO2e in 2020, 14 GtCO2e more than they need to be then (current policy). In theory, this would not matter too much if greenhouse gases were cut more dramatically later (though costs would be higher). The trouble is that countries are not promising to make big enough cuts. UNEP has looked at the emission-reducing impact of the various promises countries have made since the Copenhagen climate-change conference in 2009. If countries implement their least ambitious pledges and allow lots of loopholes and lenient rules, this will make no real difference: emissions would be only 1 GtCO2e less than business as usual (case A). Even the implementation of the most ambitious pledges, subject to strict rules, would take countries less than half way to where they need to be to keep global temperatures from rising more than 2 degrees (case B). And emissions would still be rising in 2020.
Link: Hot and bothered:
sábado, 24 de novembro de 2012
Carbon Visuals
Carbon Visuals: Home
"Look at carbon differently. Making carbon visible by creating engaging images, animations and web tools."
Assinar:
Postagens (Atom)
