quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
The Economist - Global greenhouse-gas emissions and current trends
Global greenhouse-gas emissions and current trends
AS TENS of thousands of politicians, diplomats, NGO-workers and journalists descend on Doha for the two-week feeding frenzy known as the UN’s annual climate-change summit, the latest report from the UN Environment Programme (UNEP) shows that matters climatic are going from bad to worse. Greenhouse-gas emissions are now about 50 gigatonnes of carbon equivalent (GtCO2e). That is 20% higher than they were in 2000 and, worryingly, 11% higher than where emissions need to be in 2020 in order to ensure global temperatures do not rise by more than 2 degrees Celsius (see light red range in chart). If emissions go on rising at their current rate, they will reach 58 GtCO2e in 2020, 14 GtCO2e more than they need to be then (current policy). In theory, this would not matter too much if greenhouse gases were cut more dramatically later (though costs would be higher). The trouble is that countries are not promising to make big enough cuts. UNEP has looked at the emission-reducing impact of the various promises countries have made since the Copenhagen climate-change conference in 2009. If countries implement their least ambitious pledges and allow lots of loopholes and lenient rules, this will make no real difference: emissions would be only 1 GtCO2e less than business as usual (case A). Even the implementation of the most ambitious pledges, subject to strict rules, would take countries less than half way to where they need to be to keep global temperatures from rising more than 2 degrees (case B). And emissions would still be rising in 2020.
Link: Hot and bothered:
sábado, 24 de novembro de 2012
Carbon Visuals
Carbon Visuals: Home
"Look at carbon differently. Making carbon visible by creating engaging images, animations and web tools."
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Articular a inteligência com a miséria
Por Leonardo Boff - JB 01/10
A partir dos anos 50 do século passado foram se formando no Brasil, no seio das massas dos destituídos, movimentos sociais de natureza diversa mas todos nascidos de um sonho: refundar o Brasil, construindo uma nação autônoma e não mais uma grande empresa agregada e a serviço do capital mundial. Essa força social ganhou dimensões transformadoras quando se deu a aliança entre estes movimentos populares com os intelectuais que, não pertecendo às camadas oprimidas, optaram por elas, assumiram sua causa, apoiaram suas lutas e participaram de seu destino, às vezes trágico, porque marcado por perseguições, prisões, torturas, exílios e mortes, como vem mostrando a Comissão da Verdade.
Com isso a inteligentzia brasileira começou a pagar uma enorme dívida social para com o povo brasileiro. Mas essa aliança precisa ser sempre refeita e consolidada, especialmente agora, quando um de seus representantes chegou à Presidência e conseguiu avanços político-sociais nunca antes realizados. Sobre ele recai toda a carga do preconceito de classe. Daí a fúria com que vem sendo atacado com o objetivo de aniquilar sua liderança carismática e sua ressonância mundial.
Mais do que nunca, as universidades, onde se formam os intelectuais, não podem mais ser reduzidas a macroaparelhos de reprodução da sociedade discricionária e a fábricas formadoras de quadros para o funcionamento do sistema imperante. Na nossa história pátria foram sempre também um laboratório do pensamento contestatário e libertário. Isso constitui sua missão história permanente, que deve ser acelerada hoje, dado o agravamento da crise geral no mundo.
O desafio maior é consolidar os avanços sociais e populares alcançados. Por isso, a nova centralidade reside na construção da sociedade civil a partir da qual os anônimos e invisíveis deixam de ser o que são e passam a ser povo organizado. Sem este tipo de cidadania não existirá a base para um projeto de reinvenção do Brasil com democracia social, popular e cotidiana. Para alcançar esta meta histórica faz-se urgente o encontro da universidade com a sociedade.
Em primeiro lugar, importa criar e consolidar uma aliança entre a inteligência acadêmica com a miséria popular. Todas as universidades, especialmente após a reforma de seu estatuto por Humboldt em 1809 em Berlim, deram ao seu corpo os dois braços que até hoje as constituem: o braço humanístico, que vem das velhas universidades medievais, e o braço técnico-científico, que criou o atual mundo moderno. Elas se tornaram o lugar clássico da problematização da vida, do homem, de seu destino, da cultura e de Deus. As duas culturas – a humanística e a técnico-científica – mais e mais deixam de coexistir e se intercomunicam no sentido de tomar a sério a sua contribuição na gestação de um país com menos desigualdades e injustiças sociais.
As universidades são urgidas a assumir este desafio: as várias faculdades e institutos hão de buscar um enraizamento orgânico nas bases populares, nas periferias e nos setores ligados diretamente à produção dos meios da vida. Aqui pode se estabelecer uma fecunda troca de saberes, entre o saber popular e o saber acadêmico, pode se elaborar a definição de novas temáticas teóricas nascidas do confronto com a realidade popular e valorizar a riqueza de nosso povo na sua capacidade de encontrar saídas para os seus problemas.
Essa diligência permite um novo tipo de cidadania, baseada na concidadania: representantes da sociedade civil e das bases populares bem como da intelectualidade tomam iniciativas por si mesmos e submetem o Estado a um controle democrático, cobrando-lhe os serviços ao bem comum. Nestas iniciativas populares, seja na construção de casas em mutirão, seja na preocupação pela saúde, seja na forma de produção de alimentos, seja na contenção das encostas contra desabamentos e em mil outras frentes, os movimentos sociais sentem necessidade de um saber profissional. É onde a intelligentzia e a universidade podem e devem entrar, socializando o saber, propondo soluções originais e abrindo perspectivas, às vezes insuspeitadas, para quem é condenado a lutar só para sobreviver.
Deste ir e vir fecundo entre pensamento universitário e saber popular pode surgir um novo tipo de desenvolvimento adequado à cultura local e ao ecossistema regional. A partir desta prática, a universidade pública resgatará seu caráter público, será servidora da sociedade e não apenas daqueles privilegiados que conseguiram entrar nela. E a universidade privada realizará sua função social, já que em grande parte é refém dos interesses privados das classes proprietárias e feita chocadeira de sua reprodução social.
Desse casamento entre inteligentzia e miséria nascerá um povo libertado das opressões para viver num país mais justo, onde seja menos difícil o amor.
* Leonardo Boff, teólogo e filósofo, é escritor. - lboff@leonardoboff.com
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
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